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Anais de Filosofia Clássica
Número 2/3 (2008)
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Anais de Filosofia Clássica
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The Best Kind of Tragic Plot. Aristotle’s Argument in Poetics 13-14

Heath, Malcolm

Nos capítulos 13 e 14 da Poética, Aristóteles discute o melhor tipo de enredo trágico. Em ambos os capítulos, a análise repousa na premissa de que enredos trágicos devem representar eventos que evoquem piedade e medo. De todo modo, os dois capítulos chegam a conclusões que são, geralmente, vistas como inconsistentes. Neste artigo, tentarei mostrar que é possível entender os dois capítulos como um argumento simples e coerente caso atentemos ao contexto polêmico que influencia o caminho no qual ele desenvolve seu argumento, e às partículas conectivas que articulam sua estrutura lógica.

In chapters 13 and 14 of the Poetics, Aristotle discusses the best kind of tragic plot. In both chapters the analysis rests on the premise that tragic plots should represent events that evoke pity and fear. However, the two chapters reach conclusions which have generally been seen as inconsistent. In this paper, I shall try to show that it is possible to understand the two chapters as a single, coherent argument if we pay careful attention to the polemical context which influences the way in which he develops his argument, and to the connective particles which articulate its logical structure.

1-18

O melhor tipo de mito trágico. O argumento de Aristóteles em Poética 13-14

Heath, Malcolm

Nos capítulos 13 e 14 da Poética, Aristóteles discute o melhor tipo de enredo trágico. Em ambos os capítulos, a análise repousa na premissa de que enredos trágicos devem representar eventos que evoquem piedade e medo. De todo modo, os dois capítulos chegam a conclusões que são, geralmente, vistas como inconsistentes. Neste artigo, tentarei mostrar que é possível entender os dois capítulos como um argumento simples e coerente caso atentemos ao contexto polêmico que influencia o caminho no qual ele desenvolve seu argumento, e às partículas conectivas que articulam sua estrutura lógica.

In chapters 13 and 14 of the Poetics, Aristotle discusses the best kind of tragic plot. In both chapters the analysis rests on the premise that tragic plots should represent events that evoke pity and fear. However, the two chapters reach conclusions which have generally been seen as inconsistent. In this paper, I shall try to show that it is possible to understand the two chapters as a single, coherent argument if we pay careful attention to the polemical context which influences the way in which he develops his argument, and to the connective particles which articulate its logical structure.

1-19

A arte de curar na cura pela arte: ainda a catarse

Cairus, Henrique Fortuna

A partir da idéia de kátharsis nos textos médicos e iluminado pelo fato de Aristóteles haver mostrado, em diversas passagens de sua vasta obra, um conhecimento aprofundado dos textos médicos, o presente texto procura ser uma breve introdução ao estudo das motivações da escolha de um termo como kátharsis na Poética e as implicações dessa opção nas ulteriores apreciações dos textos trágicos.

Based on the idea of kátharsis found in ancient medical texts and enlightened by the fact that Aristotle had shown, in many passages of his vast work, a deep knowledge of medical texts, the following paper aims to be a brief introduction to the study concerning the motivations related to the choice of the term kátharsis in Ancient Poetry and the implications of that preference in the appreciations of Classical texts.

20-27

Zoologia da composição

Muniz, Fernando

O artigo discute a hipótese de que A Poética de Aristóteles está diretamente relacionada aos seus escritos biológicos e, especialmente, os zoológicos. Levando em conta a importância da Biologia e da Zoologia na formação do pensamento aristotélico, podemos, com certa plausibilidade, supor que a Zoologia forneceu a Aristóteles o modelo para a sua compreensão das composições poéticas, em geral, e da Tragédia, em particular.

The article discusses the hypothesis that Aristotle’s Poetics is directly linked to his biological writings and, especially, his zoological writings. Keeping in mind the importance of biology and zoology in the development of Aristotelian thought, we can plausibly assume that zoology provided Aristotle the model for his understanding of poetic compositions in general and, in particular, for his understanding of tragedy.

28-35

Poetas e filósofos segundo Aristóteles

Holanda, Luisa Severo Buarque de

As célebres definições do ser humano como animal político e como animal que possui logos, contidas na Política de Aristóteles, se entrelaçam de tal maneira que aquele que é definido apenas como o mais político dos animais acaba por ser o animal verdadeiramente político, na medida em que pensa e possui linguagem. Por conseguinte, o logos transforma a política humana em uma política de tipo especial e específico. Na Poética de Aristóteles ocorre algo semelhante em relação à definição do homem como o animal mimético, ainda que não explicitamente. Ali, o ser humano, que é inicialmente apenas o mais mimético dentre os animais miméticos, se tornará o animal verdadeiramente mimético, se for notado que o seu mimetismo está necessariamente ligado ao aprendizado. Por outro lado, é de se notar também que Aristóteles, na Poética, caracteriza os poetas como os mais miméticos dentre os homens, e os filósofos como os que mais se deleitam com o aprendizado, embora todos os homens experimentem alguma espécie de prazer com ele. Buscar-se-á, neste artigo, compreender como e por que ocorre esse evidente paralelismo. Para tanto, será feito um desvio pelo De Anima aristotélico ou, mais especificamente, pelas partes do tratado que investigam o funcionamento da sensação humana, comparando-a com a sensação animal e formando uma escala simultaneamente contínua e descontínua entre aísthesis e logos.

The well-known definitions of human beings as political animals, as well as animals that possess logos - both appearing in Aristotle’s Politics - intertwine at a point that those who are defined solely as the most political of the animals end up being defined as the only animals who are really political, as long as they think and possess language. In conclusion, logos transforms human politics into a special and specific type of politics. In Aristotle’s Poetics something similar occurs – yet not explicitly - in relation to the definition of human beings as mimetic animals. In that treaty, human beings, which are not the only, but the most mimetic animals, finish being understood as the only animals which are really mimetic, if it is noticed that its mimetism is necessarily linked to its ability to learn and think. On the other hand, it is evident also that, in Poetics, Aristotle defines poets as the most mimetic between human beings, and philosophers as the ones most capable of taking pleasure in learning (although every man is able to take some kind of pleasure in it). I this article, we will try to understand how and why happens this evident similarity. In order to accomplish it, we will make reference to De Anima treaty, or, more specifically, to those parts of the treaty that analyze human sensation, comparing it to animal sensation and constructing a scale between aesthesis and logos which contains simultaneously continuity and discontinuity.

36-45

Sobre a catarse na tragédia grega

Bocayuva, Izabela Aquino

A tragédia evidencia imitativamente a condição humana. Estamos, a todo momento, sujeitos a uma reviravolta interpretativa de nossas ações que pode nos ser favorável ou desfavorável em termos de bem estar. Se não podemos jamais ter controle sobre isso, pelo menos estarmos preparados para essa condição vulnerável já faz uma grande diferença. É nesse sentido que a tragédia é formadora do cidadão. Tudo está sujeito à mudança. Aprender a viver através da tragédia seria, portanto, aprender a estar pronto para descobrir mais uma vez o caminho que leva até onde já se está.

The tragedy resembles the human condition. All the time it’s possible to happen a reversal regarding the interpretation of our actions. It can be favourable and unfavourable in terms of wellbeing. If we never can have control on it, at least to be prepared for this vulnerable condition makes a big difference. In this sense the tragedy educates the citizens. The catarsis as a constitutive element of Greek tragedy can teach us how to live while it promotes the light experience of comming to the way on which we already are.

46-52

O método analítico e o método dialético na Poética de Aristóteles

Gazoni, Fernando

Alguns pontos da Poética de Aristóteles apresentam uma argumentação bastante consistente. Tal é o caso da seqüência dos capítulos iniciais, notadamente os capítulos 1, 2 e 3, onde são analisados os termos por meio dos quais se diferenciam as diversas artes miméticas e que serão retomados um a um na célebre definição de tragédia, no início do capítulo 6. Esse também é o caso quando se trata, no capítulo 7, de determinar qual seria a extensão apropriada para a tragédia: enunciase um princípio geral (o belo reside no tamanho – mégethos – e na ordem – táxis) para inferir daí certas características do bom enredo. Essas duas seqüências argumentativas, não obstante seu caráter cerrado, parecem não ser suficientes para dar conta, no primeiro caso, da aparição abrupta, na definição da tragédia, da kátharsis do medo e da piedade. No capítulo 7, por sua vez, não deriva do princípio geral apresentado a exigência de que a tragédia tenha uma extensão suficiente para a mudança da fortuna para o infortúnio ou vice-versa (1451 a 11-15). A comunicação que ora se apresenta pretende colocar em relevo esses pontos e relacioná-los ao que parece ser um certo déficit analítico quando se trata de abordar questões de ordem ética na Poética.

53-59

A ‘ópsis’ na poesia dramática segundo a “Poética” de Aristóteles

Kibuuka, Greice

Em sua reflexão sobre o drama, Aristóteles faz relevantes observações acerca da configuração da ópsis, aqui traduzida como “encenação” ou “espetáculo”, com relação à tragédia. Este trabalho visa analisar o tratamento que o filósofo apresenta na Poética ao papel da ópsis na poesia dramática.

In his reflection about drama, Aristotle makes relevant remarks concerning to the configuration of the ópsis, translated here as “staging” or “spectacle”, with regards to tragedy. This article intends to analyze the treatment the philosopher presents in the Poetics to the role of the ópsis in the greek dramatic poetry.

60-72

O tempo da tragédia

Pinto, Felipe Gonçalves

O presente trabalho pretender estudar as dimensões temporais da tragédia na Poética de Aristóteles. Essas dimensões devem vir à tona segundo a divisão das partes da tragédia e de sua definição. Portanto, nosso primeiro passo será o de investigar a relação entre as partes da tragédia e de sua definição e, a seguir, a relação entre tais partes e as distintas dimensões temporais. Sendo o enredo uma parte privilegiada para o estudo da obra trágica, conseqüentemente, a medida temporal reivindicada por esta parte mostra-se como o caminho mais próprio para investigar o tempo trágico. Tal intento será levado a cabo a partir da compreensão da temporalidade própria à ação cuja imitação constitui o enredo. Portanto, levaremos em conta não apenas a Poética, mas também a reflexão aristotélica sobre o bem temporal na ação, em Ética a Nicômaco.

This article intends to study the temporal dimensions of tragedy in Aristotle's Poetics. These dimensions may come to light according to the division of the parts of tragedy and of its definition. The plot beeing the most important part of tragedy, the temporal mesure reivindicated by this part appears as the better way to inquiry the time of tragedy. This attempt will depend on the comprehension of the temporality proper to the action whose imitation constitutes the plot. To reach this comprehension we'll use not only the Poetics, but also the account of the temporal good in action, in Nicomachean Ethics.

73-82

A hamartía aristotélica e a tragédia grega

Hirata, Filomena Yoshie

Este trabalho se detém mais precisamente no capítulo 13 da Poética, quando Aristóteles trata da queda do herói trágico da fortuna para o infortúnio, por causa de uma grande hamartía. De início, considero importante compreender o significado de hamartía para Aristóteles, o que vem a ser esse "erro" que não decorre nem da maldade (kakía), nem da perversidade (mokhthería) da personagem. Em seguida, pretendo mostrar até que ponto o que Aristóteles afirma pode ser encontrado nas tragédias gregas.

The subject of this paper is chapter 13 of the Poetics, where Aristotle deals with the fall of the tragic hero from fortune to misfortune caused by a fault. First, we think it is important to understand the meaning of hamartía, a fault which does not come through any real badness (kakía) or wickedness (mokhthería) of the character, but because of some mistake. Secondly, we present the repercussion of Aristotle's ideas in greek tragedy.

83-96

Resenha

Susana de Castro.- Guilherme Veiga: Teatro e teoria na Grécia antiga, Brasília, 2008

97-101

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